quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Evangelista Valdir Davalos.

  Nessa virada de ano você esta se preparando para Jesus? ou para o diabo?. Nesse ano que vamos entrar sua vida vai ser de Jesus, ou de quem? 


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Evangelista Valdir Davalos. Batalha espiritual.


 

EVANGELISTA VALDIR DAVALOS

 Jesus é Deus.


Jesus Cristo é o Senhor; Ele deve ser adorado e amado. Ele é o Verbo eterno que se fez carne e habitou entre nós. Jesus Cristo é o nosso Deus poderoso. Ele é o único; não existe outro e nunca existirá. Por isso, Ele é o Senhor.

Todas as coisas foram feitas por Ele e por meio d’Ele, para que seja louvado e adorado.

“Porém, que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Romanos 10:8–10).

Jesus é Senhor dos vivos e dos mortos (Romanos 14:9).

Jesus é o Criador de todas as coisas (João 1:3; Colossenses 1:15–17).

Jesus é o “nosso grande Deus e Salvador” (Tito 2:13; 2 Pedro 1:1,11).

Jesus deve ser adorado como Deus (Hebreus 1:6–8).


Se quiser, posso deixar o texto mais curto, mais formal, ou adaptá-lo para pregação, estudo bíblico ou redes sociais.( Evangelista Valdir Davalos).

sábado, 27 de dezembro de 2025

EVANGELISTA VALDIR DAVALOS.

 Sermão Reformado: A Iniciativa Divina na Salvação.


 

Textos base:

- João 1:13, 3:8

- Efésios 2:5

- João 6:44

- João 15:16

- 1 João 4:19

 

 Introdução

Vivemos em uma era onde a autonomia humana é frequentemente exaltada, inclusive na esfera espiritual. Contudo, a perspectiva bíblica, especialmente a reformada, nos lembra que a iniciativa da salvação pertence inteiramente a Deus. Nossa capacidade de viver espiritualmente, de escolher e amar a Deus, não é fruto de nossa própria força, mas da obra soberana e graciosa de Deus em nós.

 1. O Novo Nascimento: Uma Obra do Espírito Santo (João 1:13; 3:8)

- João 1:13 nos diz que não nascemos "de sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus". Isso aponta para uma origem divina, não humana. Jesus explica a Nicodemos que é o Espírito quem vivifica, e que ninguém pode ver o Reino de Deus sem nascer de novo (João 3:8). O vento sopra onde quer, e assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Implicação: O novo nascimento não é uma decisão nossa, mas uma obra regeneradora do Espírito Santo em nosso coração, que nos capacita a vir a Deus. Vivificados com Cristo: Da Morte Espiritual à Vida (Efésios 2:5)

 Paulo afirma que, quando estávamos mortos em nossos delitos, Deus, "sendo rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, estando nós mortos em pecados, nos vivificou juntamente com Cristo". Implicação: Antes da intervenção divina, estamos espiritualmente mortos. É Deus quem nos traz à vida espiritual, ressuscitando-nos juntamente com Cristo. Não podemos nos levantar sozinhos.

 A Vinda a Cristo: Uma Atração Divina (João 6:44) Jesus declara explicitamente: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer". Isso significa que nossa capacidade de "vir" a Cristo, de crer Nele, é resultado da atração e do chamado irresistível do Pai. Implicação: A fé salvadora não é um ato de livre-arbítrio independente de Deus; é uma resposta à iniciativa divina que nos atrai a Cristo.

 4. A Escolha: A Eleição Soberana de Deus (João 15:16) Jesus diz aos seus discípulos: "Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós". Essa escolha divina precede e possibilita a nossa escolha de segui-lo. Implicação: Deus nos elegeu antes da fundação do mundo, não com base em alguma presciência de nossa fé, mas por Seu puro amor e propósito soberano.

 

 O Amor: A Resposta ao Amor Divino (1 João 4:19) O apóstolo João nos lembra: "Nós o amamos porque ele primeiro nos amou". Nosso amor por Deus não é o ponto de partida, mas a resposta ao amor que Ele primeiro derramou em nossos corações.

Implicação: A capacidade de amar a Deus, de desejar Sua presença e Sua vontade, é um fruto do amor que Ele nos demonstrou primeiro, através de Jesus Cristo.

 

A Revelação Divina aos Simples de Coração

Texto base: Mateus 11:25-27

 Introdução

Em Mateus 11:25, Jesus expressa profunda gratidão ao Pai porque Ele "escondeu estas coisas dos sábios e entendidos e as revelou aos pequeninos". Essa declaração nos leva a refletir sobre quem são esses "pequeninos" e como eles se beneficiam da revelação de Deus, em contraste com os que se consideram sábios. Quem são os "Pequeninos" (Mateus 11:25)?Jesus se refere àqueles que são simples de coração, humildes, e receptivos à verdade divina, em oposição aos que confiam em sua própria sabedoria e entendimento. Esses "pequeninos" não são necessariamente os ignorantes ou os sem instrução formal, mas aqueles que reconhecem sua dependência de Deus e estão abertos para aprender Dele. São os que não se apegam à autossuficiência intelectual ou religiosa.

 

Benefício da Revelação Divina (Mateus 11:25) 2. O  O benefício principal é a revelação das coisas divinas. Jesus agradece ao Pai por ter revelado "estas coisas" (referindo-se à verdade sobre o Reino de Deus, Sua própria identidade e missão) aos humildes. Enquanto os sábios e entendidos do mundo podem não reconhecer Jesus e Seu evangelho, os pequeninos recebem a iluminação do Espírito Santo. Implicação: A verdadeira sabedoria e o conhecimento de Deus não vêm da capacidade humana, mas da graça de Deus que se revela aos que têm um coração receptivo.

 Autoridade de Cristo e a Provisão do Pai (Mateus 11:26-27) Jesus continua afirmando: "Sim, ó Pai, porque assim te aprouve". Isso reforça a soberania de Deus na revelação. A decisão de quem recebe a revelação é Dele. O versículo 27 é crucial: "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai; e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar." Implicação: A revelação de Deus é mediada por Cristo. Somente através de Jesus, que tem toda a autoridade, é que podemos conhecer verdadeiramente o Pai. E Ele escolhe revelar o Pai aos que Ele deseja.

 

 Conclusão

Os beneficiados com a revelação de Deus, conforme Mateus 11:25, são aqueles que, em sua humildade, reconhecem sua necessidade e se abrem para a verdade divina. São os que não confiam em sua própria inteligência para compreender os mistérios do Reino, mas dependem da graça soberana de Deus para serem iluminados através de Jesus Cristo. Que possamos sempre nos apresentar diante de Deus com um coração de "pequenino", buscando a sabedoria que vem do Alto. (Evangelista Valdir Davalos).

 

Evangelista Valdir Davalos.

 Evangelista Valdir Davalos. Fascínio.


O fascínio tomou conta dos olhos de Eva em Gn 3.6. fascínio é enfeitisamento. A serpente era uma encarnação de Satanás. Tentação (3:1-6) O tentador. Deus não é o autor do pecado nem tenta as pessoas para que pequem; esse é o trabalho do demónio (Tg 1:13). Já vimos que Satanás caiu em pecado antes da obra de Géne-

sis 1:3ss. Originalmente, ele era um bonito anjo que se regozijava com a criação de Deus (Jó 38:4-7), mas ele pecou e foi julgado por Deus (Is 14:12-17; Ez 28:11-19). Observe que Satanás veio a Eva na pele de Uma serpente, pois é mascarado e não aparece para as pessoas com Seu caráter  verdadeiro., Em Genesis  3, Satanás é a serpente que engana (2 Co 11:3); em Génesis 4, ele é o mentiroso homicida (Jo 8:44). Temos de ter cuidado para evitar os caminhos enganosos dele.


O alvo dele.


Satanás mira a mente de Eva (2 Co 11:1-3; 1 Tm 2:9-15) e consegue enganá-la. A mente do homem é uma parte de seu ser que foi cria-da à imagem de Deus (Cl 3:9-10).Assim, Satanás ataca Deus quando ataca a mente humana. Satanás usa mentiras. Ele é mentiroso, o pai da mentira João 8:44). Satanás ele é sagaz é a sua personalidade isso significa que ele é inteligente. Satanás é também malévola, vindo do latim malévolo significa aquele que quer o mal. Mesmo que sinônimo de maligna Maliciosa. 

Satanás deduziu Eva com o seu poder. Satanás enfeitiçou Eva com seu poder, isso é fascínio atrativo atraente.

Fascínio descreve um forte encantamento ou no mesmo encanto. Encantamento envolve admiração, deslumbramento ou interesse profundo por algo ou alguém, sensação de atração irresistível ou sedução.

Em João 13.2 o diabo induz judas. induz aparentemente mostrando que algo é bom mas na realidade não é. Lá na frente tem consequência o bom é quando se arrepende. 

Outra ação de seduzir do diabo, foi Dallila uma filisteia. Induzir ,é, ou significa; levar, persuadir, ou encorajar alguém a fazer algo, causar  ou provocar inspirar por meio de raciocínio lógico. Juizes 16.5.

Outro que foi seduzindo ou enganado pelo o diabo foi Abraão, foi tentado pela sua razão tentadora Gn 12,10

Temos também o exemplo de Jacó caiu na sedução de Labão. Labão conseguiu enganar Jacó e induziu ele a erro, Gn 29,16 há casos que a pessoa não percebe que é ação do inimigo. ou maligno.

Davi por exemplo caiu também no fascínio no poder do feitiço. O poder do fascínio é a atração irresistível que algo ou alguém exerce, vindo da beleza, mistério ou desafio, gerando um forte encanto e influência profunda, capaz de prender a atenção e despertar um desejo intenso de saber mais, podendo levar a admiração ou até mesmo obsessão, dependendo da combinação de elementos conhecidos e desconhecidos que provocam uma emoção estética poderosa no cérebro. Lembra aqui a armadura de Deus: Ef 6.17. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

Acabe e Jezabel. Jezabel teve uma forte influência de fascínio sobre Acabe. Uma mulher ávida por poder e manipuladora. Ela seduziu de tal forma que, Ele consentiu com os planos malignos de sua esposa, como o assassinato de Nabote para tomar sua vinha. 1 Reis 21 as.

Salomão um rei que se deixou persuadir   foi capturado irresistivelmente foi pego pelas paixões e pelo olhar.1 Reis 11... 

Outros exemplos de fascínio.

Jonas: Deus ordenou que Jonas fosse pregar em Nínive, uma cidade inimiga de Israel. No entanto, Jonas, movido pelo preconceito e desobediência, tentou fugir de navio para Társis, para longe da presença do Senhor. Ele foi confrontado por Deus através de uma grande tempestade e um peixe gigante.

Elias: Embora fosse um profeta poderoso que desafiou os profetas de Baal, após seu grande triunfo no Monte Carmelo e a ameaça de morte da Rainha Jezabel, Elias sucumbiu ao medo e fugiu para o deserto, expressando desespero e desejando a morte. Isso demonstra um momento de fraqueza humana e desânimo, que pode ser visto como um "fascínio" pelo desespero ou autopiedade.

Moisés e Arão: Mesmo não sendo profetas no sentido estrito de escritores proféticos, eles foram líderes e porta-vozes de Deus. Moisés pecou por impaciência e desobediência quando, em vez de falar com a rocha para que saísse água, ele a feriu duas vezes com o bordão, o que o impediu de entrar na Terra Prometida. 

No Novo Testamento, a palavra “fascínio” (ou “fascinar”) é usada em um sentido negativo, referindo-se a ser enganado, enfeitiçado ou seduzido por falsas doutrinas ou pelo mundo, afastando-se da verdade de Cristo. 

Em Gálatas ouve um fascínio coletivo. Gálatas 3:1,2.

1. Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?

2. Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

Li um comentarista ele diz:

Na questão do fascínio; No grego é baskaino, “invejar” embora neste texto o sentido seja “fascinar” ,exercer certa influência que vence os sentidos intelectuais e espirituais. Provérbios 23.6. provérbios 28.22. Marcos 7.22. São olhos mau. Em Gálatas o sentido a idéia  é de olho grande. Mas é verdade que algumas pessoas possuem estranho poderes, talvez vinculados com algumas modalidades de hipnotismo,que podem forçar outras pessoas a agirem, mesmo sem terem disso a menor consciência. Foi perante os olhos dos crentes Gálatas que Cristo foi exposto em espetáculo; mas a sua glória divina não impediu que alguém usasse “olhos maus “ ,ou alguma influência maligna semelhante a isso; o fascínio de que foram vitimados alguns crentes gálatas, naquela crise, foi atribuído ao efeito maléfico de algum poder maligno misterioso. É evidente que Paulo acreditava na existência e atuação de poderes malignos, os quais podem aceitar as pessoas. Até mesmo na idolatria comum ele via tais efeitos, segundo também se depreendia da doutrina judaica comum. Ver 1Co 10.20. Paulo também entendia que os poderes malignos são numerosos e habitam em dimensões espirituais que podem ter contato com os homens. Ver Ef 6.12. Comentário de Champlin.


Comentário de William Barclay.

 No versículo 1 Paulo fala do olho grande. Os gregos temiam muito 

o malefício feito por um olho grande.


Comentário de Mody:

 O Argumento da Experiência (dos Gálatas). 3:1-5. Aqui o apóstolo declara que a experiência dos seus leitores, começando com a fé em Cristo crucificado e confirmado pelo dom do 

Espírito Santo, fica inteiramente fora da esfera da Lei. Iriam eles agora renunciar à perfeição da provisão divina, ele pergunta, pela loucura de seus próprios esforços? Eles deviam estar fascinados, vítimas de alguma feitiçaria (cons. 1:7). À vista de sua dramática pregação do Cristo crucificado quando estivera entre eles (cons. I Co. 1: 23; 2:2), sua mudança de atitude parecia estranha. Teriam eles se esquecido de sua primeira e viva 

impressão? 2,3. Depois de aceitar a Cristo viera o dom do Espírito (cons. Gl. 4:4-6; Ef. 1:13), de modo nenhum baseado na guarda da lei como um esforço da carne (cons. Gl. 5:18, 19).

 Extraído do Monergismo.com

Satanás como cabeça dos demônios. 

“Satanás” é o nome pessoal do cabeça dos demônios. Esse nome é mencionado em Jó 1.6, onde “os anjos vieram apresentar-se ao SENHOR, e Satanás também veio com eles” (v. tb. Jó 1.7—2.7). Aqui ele aparece como o inimigo do Senhor que traz severas provações para Jó . De modo semelhante, ao final da vida de Davi, “Satanás levantou-se contra Israel e levou Davi a fazer um recenseamento do povo” (1 Cr 21.1). Além disso, Zacarias teve uma visão do “sumo sacerdote Josué diante do anjo do SENHOR, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo” (Zc 3.1). O nome “Satanás” é uma palavra hebraica (s ãtãn) que significa “adversário” . O NT também usa o nome “Satanás”, tomando-o simplesmente do AT. Assim, Jesus, em sua tentação no deserto, fala a Satanás diretamente, dizendo: “Retire-se, Satanás!” (Mt 4.10), ou “Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago” (Lc 10.18). 

A Bíblia usa também outros nomes para Satanás. Ele é chamado: “Diabo” (somente no NT: Mt 4.1; 13.39; 25.41; Ap 12.9; 20.2; etc.); ”serpente” (Gn 3.1,14; 2Co 11.3; Ap 12.9; 20.2); ”Belzebu” (Mt 10.25; 12.24,27; Lc 1 l.15); ”o príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.1 l), ”príncipe do poder do ar” (Ef 2.2), ou “o Maligno” (Mt 13.19; 1Jo 2.13). Quando Jesus diz a Pedro: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens” (Mt 16.23), ele reconhece que a tentativa de Pedro de tentar preservá-lo do sofrimento e da agonia da cruz é realmente uma tentativa de impedir Jesus de obedecer ao plano de seu Pai. Jesus percebe que a oposição, em última instância, não vinha de Pedro, mas do próprio Satanás.  


Amados eu Evangelista Valdir Davalos escrevi esse artigo citando algumas fontes que realmente batem com as minhas pesquisas que fiz sobre esse tema. De fato não sou um homem melhor do que ninguém por ser um cristão fui assediado e  tentado com o fascínio de Satanás. Por isso escrevo esse texto com base em minha experiência de vida. Creio que tudo é da permissão da soberania de Deus para o amadurecimento. Amadurecimento é um processo contínuo de desenvolvimento pessoal, intelectual e emocional, que envolve aprender a lidar com experiências.

Com essas experiências que tive deixo aqui algo mais sobre fascínio o qual já fui vítima.

 O Ataque Inesperado: Respondendo aos Dardos do Inimigo.


Irmãos e irmãs em Cristo,


Hoje, quero falar sobre uma realidade que todos nós, como cristãos, enfrentamos: o ataque implacável do inimigo.  A Palavra de Deus nos adverte repetidamente sobre as estratégias de Satanás, que, como um leão rugindo, busca a quem possa devorar (1 Pedro 5:8).  Ele não é um inimigo passivo; ele atira seus dardos inflamados, suas flechas envenenadas, seus projéteis explosivos de fogo contra nós, sem cessar.  Às vezes, o impacto é direto e devastador, outras vezes, um mero raspão que ainda assim deixa sua marca.  Mas a verdade é: o inimigo está sempre à espreita, buscando brechas em nossa armadura espiritual.


O texto que me inspira hoje é a descrição vívida dos ataques sofridos pelo povo de Israel.  Assim como eles, muitas vezes, somos surpreendidos.  Pensamos estar seguros, talvez dentro dos muros da igreja, protegidos pela fé, e de repente, o ataque chega.  Um acontecimento inesperado, uma palavra cruel, uma doença repentina, uma perda financeira; essas são apenas algumas das "flechas envenenadas" que o inimigo pode lançar.  Israel, com todo o seu poderio militar, seu “domo de ferro”, sua tecnologia de ponta, ainda sofreu os golpes do inimigo.  A sofisticação de suas defesas não os impediu de serem atacados, demonstrando a astúcia e a implacabilidade de nossos oponentes espirituais.


A analogia com Israel nos ensina uma lição crucial: a segurança não reside em nossas capacidades, mas na nossa dependência de Deus.  Podemos ter os melhores planos, as melhores estratégias, os recursos mais avançados, mas isso não nos imuniza contra os ataques.  A verdadeira proteção vem da armadura de Deus (Efésios 6:10-18), que inclui a verdade como cinto, a justiça como couraça, o evangelho da paz como calçado, a fé como escudo, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.


Quando o ataque vem, e ele virá,  o que devemos fazer?  Assim como Israel reagiu ao ataque palestino, devemos responder com firmeza e fé.  A resposta não é a passividade, mas a ação.  Não devemos ficar paralisados pelo medo, mas recorrer às armas espirituais que Deus nos forneceu:


      A oração: É a nossa linha direta de comunicação com o nosso Pai Celestial.  Em momentos de tribulação, a oração é o nosso refúgio e a nossa força.

       A Palavra de Deus:** É a nossa espada, capaz de cortar as mentiras e as artimanhas do inimigo. Meditar na Palavra nos fortalece espiritualmente e nos dá sabedoria para enfrentar os desafios.

A comunidade: Somos membros de um corpo, e em momentos de dificuldade, precisamos uns dos outros.  A igreja é o nosso suporte, nosso refúgio e a nossa força.

       A fé inabalável:  Mesmo quando tudo parece perdido, a fé em Deus é o nosso alicerce.  É a nossa confiança inabalável em Sua soberania e em Seu amor.  ( Evangelista Valdir Davalos).

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Sermão Expositivo.O coração Aprisionado.

 

Sermão Expositivo.


II. O Coração Aprisionado (Mateus 6.21)

O que Jesus nos ensina sobre o coração em Mateus 6.21? Ele diz: "Porque onde está o teu tesouro, ali estará também o teu coração." Esta é uma verdade profunda e impactante. Nosso coração segue aquilo que valorizamos.

Se estamos totalmente focados em bens materiais, nossa alma estará aprisionada a eles. Podemos até sentir que controlamos o que possuímos, mas, na verdade, são as riquezas que controlam nosso coração. O apego ao que é terreno cega nosso entendimento e nos faz viver uma vida com prioridades erradas.

III. A Mente Aprisionada (Mateus 6.22-23)

Jesus prossegue dizendo: "A candeia do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será cheio de luz; mas se os teus olhos forem maus, todo o teu corpo será em trevas.

Na cultura bíblica, os olhos representam a maneira como vemos o mundo e tomamos decisões. Se nossa visão está distorcida pela busca incessante por riquezas e bens materiais, nossa mente fica aprisionada ao efêmero. Quando os olhos estão fixados em tesouros terrenos, nossa percepção de Deus e da eternidade se torna obscura. Não vemos o mundo como Deus vê, mas como o mundo quer que vejamos.

Quando nossa mente é cativada pelas coisas terrenas, perdemos a capacidade de ver o que é realmente importante. Não conseguimos discernir o que é eterno, e nossa visão sobre a vida é turvada.

4. A Vontade Aprisionada (Mateus 6.24)

Aqui, Jesus faz um ponto crucial: é impossível dividir nossa liderança entre Deus e as riquezas. O que dominamos não é apenas o nosso coração e a nossa mente, mas também a nossa vontade. A vontade humana é poderosa, mas também vulnerável. Se buscarmos riquezas como nosso maior propósito, nossa vontade será constantemente guiada por essa busca. Não poderemos servir a Deus de forma plena se estivermos divididos, buscando satisfazer tanto os desejos de nossa carne quanto os de nosso espírito..

V. Israel e o Egito: Uma Reflexão sobre a Escravidão ao Mundo

Para ilustrar ainda mais essa questão, quero refletir sobre a história de Israel. Durante 430 anos, o povo de Deus foi escravizado no Egito, uma nação rica, poderosa e cheia de riquezas. Os israelitas, enquanto estavam no Egito, eram constantemente tentados a se conformar com os padrões daquele mundo materialista, cheio de deuses falsos.

Deus, no entanto, fez uma promessa a Abraão: mesmo sendo escravos, Ele os libertaria e os conduziria à terra prometida. A libertação de Israel da escravidão no Egito foi um ato de graça, que aponta para a libertação que Cristo oferece a todos que estão cativos das riquezas e do pecado.Deus usou Moisés como agente de libertação, para o povo.

Conclusão:

Amados, Jesus nos chama a reflexão sobre onde está o nosso tesouro. Se estamos buscando tesouros terrenos, nosso coração, nossa mente e nossa vontade estão totalmente presos às coisas deste mundo. Mas se buscamos o Reino de Deus e a Sua justiça, então teremos um coração livre, você

Que

Oração:

Senhor, pedimos que o Teu Espírito nos ajude a examinar nosso coração e nossas motivações. Que podemos, com toda sinceridade, buscar o Teu Reino acima de tudo. Libertnos das prisões das riquezas e das coisas materiais e nos guia para uma vida de verdadeiro desejo e serviço a Ti.  (Valdir Davalos)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

SERMÃO. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO.

 


Sermão Expositivo: A Segunda Vinda de Cristo - A Preparação para o Grande Dia

Texto Base: Mateus 24:30 - “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem...”

Introdução:

Queridos irmãos, hoje abordaremos um tema central da nossa fé cristã: a segunda vinda de Cristo. Em Mateus 24:30, Jesus nos dá uma visão clara e majestosa do seu retorno. O apóstolo Paulo, em suas epístolas, também destaca a importância desse evento que marcará a consumação de toda a história humana. A segunda vinda de Cristo é a âncora da nossa esperança e a motivação para uma vida de vigilância e santidade.

A primeira vinda de Cristo foi marcada pela humildade e pela pobreza, mas na sua segunda vinda, Ele virá em glória, trazendo justiça, vitória e a consumação de todas as coisas. O próprio Jesus nos assegura que Ele voltará, e Ele cumprirá sua promessa de forma visível, audível, repentina, inesperada e vitoriosa. Este evento será o ápice da história, e como cristãos, devemos estar preparados.

I. A Certeza da Segunda Vinda de Cristo

A segunda vinda de Cristo não é uma mera especulação, mas uma promessa garantida. Jesus afirma com clareza em Mateus 24:30 que Ele aparecerá no céu e todos os povos da terra o verão. Não será algo secreto ou distante; será visível a todos. João, em Apocalipse 1:7, também reforça isso: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá.” O retorno de Cristo será inescapável, não há dúvida sobre isso.

A primeira vinda de Cristo foi discreta e silenciosa, mas a sua segunda vinda será majestosa e gloriosa. Em 1 Tessalonicenses 4:16-17, Paulo nos diz que “o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus”. A vinda de Cristo será algo audível, um grande som que ecoará em toda a terra, chamando todos a prestarem atenção.

II. Características da Segunda Vinda de Cristo

  1. Visível e Audível - Todos os olhos verão a vinda de Cristo, e todos ouvirão o som da trombeta de Deus. Não será algo oculto ou subjetivo. O próprio Jesus disse que será tão evidente quanto o relâmpago que aparece de um lado a outro do céu.
  2. Repentina e Inesperada - Jesus compara sua vinda com a chegada de um ladrão de noite (Mateus 24:43). Será repentina, sem aviso prévio, e ninguém saberá o momento exato. A nossa preparação deve ser constante, pois não sabemos o dia nem a hora.
  3. Vitoriosa - Na sua segunda vinda, Cristo virá para derrotar o anticristo e todos os inimigos de Deus. Ele os destruirá com o sopro da sua boca e estabelecerá seu reino eterno de justiça e paz.

III. Sinais que Precederão a Segunda Vinda

Antes que Cristo volte, muitos sinais acontecerão. Jesus nos alerta sobre uma série de eventos que nos precederão e que devemos observar atentamente:

  1. Engano religioso - Muitos se levantarão em nome de Cristo, mas enganarão a muitos (Mateus 24:4-5).
  2. Guerras e rumores de guerras - Haverá conflitos e disputas ao redor do mundo (Mateus 24:6).
  3. Terremotos, fomes e pestilências - Desastres naturais e crises humanitárias aumentarão (Mateus 24:7).
  4. Perseguição religiosa - Os cristãos serão perseguidos por causa de sua fé (Mateus 24:9).
  5. Esfriamento do amor e aumento da iniquidade - O amor se esfriará e a iniquidade se espalhará (Mateus 24:12).
  6. Apostasia - Muitos se afastarão da fé verdadeira (Mateus 24:10).
  7. O homem da iniquidade - A manifestação do anticristo (2 Tessalonicenses 2:3-4).

Esses sinais não devem nos assustar, mas nos lembrar de que devemos estar vigilantes, pois o dia do Senhor está se aproximando.

IV. A Preparação para a Volta de Cristo

Em Mateus 25, Jesus conta a parábola das dez virgens. Cinco eram prudentes e tinham azeite em suas lâmpadas, enquanto as outras cinco eram insensatas e não estavam preparadas. Quando o noivo chegou, as virgens insensatas não puderam entrar na festa porque a porta estava fechada. A lição é clara: devemos estar preparados para a volta de Cristo. Não podemos deixar para nos preparar no último momento, pois a porta estará fechada.

V. Como Estar Preparado?

  1. Arrependa-se e entregue sua vida a Cristo - A primeira e mais importante preparação é entregar a sua vida ao Senhor. Cristo morreu e ressuscitou para nos dar salvação, e devemos aceitá-lo como Senhor e Salvador.
  2. Vigilância constante - Não podemos ser como aqueles que ignoram os sinais dos tempos. Devemos viver com expectativa e prontidão para o retorno de Cristo. Isso significa viver uma vida santa, de obediência e fé.
  3. Espere com paciência e esperança - A vinda de Cristo será um grande consolo e alegria para os cristãos. Devemos viver com a esperança de sua volta, esperando a manifestação gloriosa do nosso Salvador.

Conclusão:

A segunda vinda de Cristo é um evento que todos devemos aguardar com grande expectativa. Ele virá em glória para julgar o mundo e estabelecer seu reino eterno. Devemos viver de acordo com essa certeza, preparados e vigilantes, para que, quando Ele voltar, possamos ser encontrados em Sua graça, com as lâmpadas cheias de azeite, prontos para entrar no banquete celestial.

Você está preparado para a volta de Jesus? Tem azeite em sua lâmpada? Já entregou sua vida ao Filho de Deus? Se ainda não fez isso, hoje é o dia de tomar essa decisão e se preparar para o grande dia.

Que todos nós possamos viver com o coração voltado para a esperança da segunda vinda de Cristo, aguardando-O com alegria e fidelidade. Amém.Por (Valdir Davalos.)

 



quinta-feira, 18 de julho de 2024

 A Marca da Besta.

 “fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na testa, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal…” (Ap 13:16-17)

Assim como é o caso do número da besta, a marca da besta também sempre foi causa de muita especulação. Muitos daqueles que interpretam a besta como significando algo contemporâneo ou futuro a nós que estamos no século XXI acreditam que a marca da besta será algum tipo de chip implantado sob a pele das pessoas de forma que esse se torne o único meio de efetuar transações econômicas. Costumam acreditar que existe em nosso próprio tempo uma conspiração mundial para unificar todo o sistema econômico do mundo de forma que tudo seja submetido ao poder da besta. Mas em um livro cheio de dragões, bestas e criaturas semelhantes, é fatal achar que não devemos pensar duas vezes antes de entender as visões literalmente. Devemos comparar Escritura com Escritura e não Escritura com nossa própria imaginação para chegar a conclusões sólidas sobre o que cada símbolo significa. Devemos procurar na própria Bíblia pistas pra compreender o que o Apocalipse significa em fez de deixar nossa imaginação voar com base no noticiário do dia.

A ideia de um povo sendo marcado na testa ou na mão tem origem no livro de Deuteronômio: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás porsinal na tua mão e te serão por frontais entre seus olhos”. (Dt 6.4-8) Este mandamento foi citado por Jesus Cristo como sendo maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento”. (Mt 22.36-38) O coração, sendo um órgão de nosso corpo, não pode ser aberto por meio de uma cirurgia pra que literalmente escrevamos palavras lá. Também não era possível que toda a Lei de Deus fosse literalmente atada na mão ou na testa entre os olhos . A ordem de Deus aqui não pode possivelmente ser entendida literalmente. A linguagem aqui é evidentemente figurada.

Na Bíblia o coração costuma se referir figuradamente ao centro das vontades, desejos e intenções do homem. Quando Deus diz que sua Lei deve ser inscrita em nossos corações, ele não está mandando que façamos uma cirurgia. Ele está ordenando que nossas vontades e desejos sejam submissos aos seus mandamentos. Assim também, quando ele fala da Lei de Deus na testa diante de nossos olhos, ele está falando figuradamente que devemos amar a Deus “de todo o teu entendimento”. (Mt 22.37) E quando Deus fala de sua Lei atada em nossa mão, ele está falando figuradamente do dever de amá-lo “de todas as tuas forças”. (Dt 6.5)

Esse é o pano de fundo para a visão da marca da besta. Os servos da besta não tem a Lei de Deus atada na testa (mente) ou na mão (força). Eles não prestam obediência a Deus e sim a besta. O objetivo do Apocalipse não era alertar sobre um chip que só viria séculos depois. Era alertar sobre o perigo de prestar obediência e culto aos imperadores de Roma. Era alertar sobre o perigo de substituir os mandamentos de Jesus Cristo pelos mandamentos de deuses pagãos. Quando João mandou seus destinatários não fossem marcados pela besta, isso realmente era uma possibilidade a eles. Não seria possível somente para nós mais de dois mil anos depois, mas era algo para aqueles que estavam sendo perseguidos e caçados por Roma. Aqueles que se recusavam a adorar Nero eram brutalmente perseguidos. Não podiam levar suas vidas normalmente. Não podiam comprar ou vender. Perdiam a casa, a família, os bens, a honra e até a própria vida.

A marca da besta não é a única marca do Apocalipse. Alguns versos depois, lemos sobre outros que também foram marcados: “E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na testa escrito o nome dele e o nome de seu Pai”. (Ap 14.1) Esta não era uma tatuagem que Deus faria na testa de seus eleitos. É somente uma forma figurada de falar da obediência daqueles que tiveram coragem de resistir ao Império. Podiam ser roubados, perseguidos e brutalmente assassinados. Mas “venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”. (Ap 12.11) Isto é o que o próprio Jesus já havia ensinado: “Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á”. (Mt 10.39)

 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A Reforma Protestante. Dia 31 de Outubro de 1517.



A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão iniciado no início do século XVI por Martinho Lutero, quando através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco solas.
Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, e estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.
O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ouprotestantes, originando o Protestantismo.
Pré-Reforma
A Pré-Reforma foi o período anterior à Reforma Protestante no qual se iniciaram as bases ideológicas que posteriormente resultaram na reforma iniciada por Martinho Lutero.
A Pré-Reforma tem suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como Valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo, um comerciante de Lyon que se converteu ao Cristianismo por volta de 1174. Ele decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou à sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, considerando ser a fonte de toda autoridade eclesiástica. Eles reuniam-se em casas de famílias ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica Romana, já que negavam a supremacia de Roma e rejeitavam o culto às imagens, que consideravam como sendo idolatria.[4]
John Wycliffe.
No seguimento do colapso de instituições monásticas e da escolástica nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pelo Cativeiro Babilônico da igreja no papado de Avignon, o Grande Cisma e o fracasso da conciliação, se viu no século XVI o fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais.
No século XIV, o inglês John Wycliffe,[5] considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversos questionamentos sobre questões controversas que envolviam o Cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana. Entre outras idéias, Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder político do papa e dos cardeais, e que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder político exercido pelo Estado, representado pelo rei. Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos. Estes padres foram conhecidos como "lolardos". Mais tarde, surgiu outra figura importante deste período: Jan Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como Hussitas.[6]
Reforma
Na Alemanha, Suíça e França
No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as idéias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas.[22] Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante.[23]
Martinho Lutero, aos 46 anos de idade.
Essas teses condenavam a "avareza e o paganismo" na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa.[24]
Após diversos acontecimentos, em junho de 1518 foi aberto um processo por parte da Igreja Romana contra Lutero, a partir da publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória.[25] Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito "Exsurge Domini" e, em janeiro de 1521, a bula "Decet Romanum Pontificem" excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522.[26]
Extensão da Reforma Protestante na Europa.
Enquanto isso, em meio ao clero saxônio, aconteceram renúncias ao voto de castidade, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos. Entre outras coisas, muitos realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas, assim como a eliminação das imagens nas igrejas e a ab-rogação do celibato. Ao mesmo tempo em que Lutero escrevia "a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião". Seu casamento com a ex-freira cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Com estes e outros atos consumou-se o rompimento definitivo com a Igreja Romana.[27] Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma.[28] Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e mesmo assassinavam sacerdotes católicos das igrejas,[20] substituindo-os por religiosos com formação luterana.[21]
Toda essa rebelião ideológica resultou também em rebeliões armadas, com destaque para a Guerra dos camponeses (1524-1525). Esta guerra foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra (1381-1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o século XVIII. A revolta foi incitada principalmente pelo seguidor de Lutero, Thomas Münzer,[21] que comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,[21] Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina,[21] motivo pelo qual eles romperam,[29] sendo que Lutero condenou Münzer e essa revolta.[30]
O Muro dos Reformadores. Da esquerda à direita, estátuas de Guilherme Farel, João Calvino, Teodoro de Beza e John Knox.
Em 1530 foi apresentada na Dieta imperial convocada pelo Imperador Carlos V, realizada em abril desse ano, a Confissão de Augsburgo, escrita por Felipe Melanchton [31] com o apoio da Liga de Esmalcalda. Os representantes católicos na Dieta resolveram preparar uma refutação ao documento luterano em agosto, a Confutatio Pontificia (Confutação), que foi lida na Dieta. O Imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua Confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em setembro do mesmo ano, mas foi rejeitada pelo Imperador. A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531, tornando-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalda, em 1537.[32]
Ao mesmo tempo em que ocorria uma reforma em um sentido determinado, alguns grupos protestantes realizaram a chamada Reforma Radical. Queriam uma reforma mais profunda. Foram parte importante dessa reforma radical os Anabatistas, cujas principais características eram a defesa da total separação entre igreja e estado e o "novo batismo" [33] (que em grego é anabaptizo).[34]
João Calvino.
Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio .
João Calvino foi inicialmente um humanista. Foi integrante do clero, todavia não chegou a ser ordenado sacerdote romano. Depois do seu afastamento da Igreja romana, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante.[35] Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533 [36] onde faleceu em 1564. Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã,[37] que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.[38]
Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o Rei Henry IV, um ex-huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas. O catolicismo romano se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do próximo século, culminando na Louis XIV do Édito de Fontainebleau, que revogou o Édito de Nantes e fez de Roma a única Igreja legal na França. Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre para franceses huguenotes refugiados e status de isenção de impostos a eles durante 10 anos.
Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique.[39]
No Reino Unido
O curso da Reforma foi diferente na Inglaterra. Desde muito tempo atrás havia uma forte corrente anticlerical, tendo a Inglaterra já visto o movimento Lollardo, que inspirou os Hussitas na Boémia. No entanto, ao redor de 1520 os lollardos já não eram uma força ativa, ou pelo menos um movimento de massas.
Henrique VIII.
Embora Henrique VIII tivesse defendido a Igreja Romana com o livro Assertio Septem Sacramentorum (Defesa dos Sete Sacramentos), que contrapunha as 95 Teses de Martinho Lutero, Henrique promoveu a Reforma Inglesa para satisfazer as suas necessidades políticas. Sendo este casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, Henrique solicitou ao Papa Clemente VII a anulação do casamento.[40] Perante a recusa do Papado, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja inglesa. O Ato de Supremacia, votado no Parlamento em novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da igreja, nascendo assim o Anglicanismo. Os súditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados, perseguidos [41] e executados, tribunais religiosos foram instaurados e católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes,[42] muitos importantes opositores foram mortos, tais como Thomas More, o Bispo John Fischer e alguns sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuchos. Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI em 1547, os protestantes viram-se em ascensão no governo. Uma reforma mais radical foi imposta diferenciando o anglicanismo ainda mais do catolicismo romano.[43]
Seguiu-se uma breve reação romana durante o reinado de Maria I (1553-1558). De início moderada na sua política religiosa, Maria procura a reconciliação com Roma, consagrada em 1554, quando o Parlamento votou o regresso à obediência ao Papa.[40] Um consenso começou a surgir durante o reinado de Elizabeth I. Em 1559, Elizabeth I retornou ao anglicanismo com o restabelecimento do Ato de Supremacia e do Livro de Orações de Eduardo VI. Através da Confissão dos Trinta e Nove Artigos (1563), Elizabeth alcançou um compromisso entre o protestantismo e o catolicismo romano: embora o dogma se aproximasse do calvinismo, só admitindo como sacramentos o Batismo e a Eucaristia, foi mantida a hierarquia episcopal e o fausto das cerimônias religiosas.
John Knox.
A Reforma na Inglaterra procurou preservar o máximo da Tradição Romana (episcopado, liturgia e sacramentos). A Igreja da Inglaterra sempre se viu como a ecclesia anglicanae, ou seja, A Igreja cristã na Inglaterra e não como uma derivação da Igreja de Roma ou do movimento reformista do século XVI. A Reforma Anglicana buscou ser a "via média" entre Roma e o protestantismo.[44]
Em 1561 apareceu uma confissão de fé com uma Exortação à Reforma da Igreja modificando seu sistema de liderança, pelo qual nenhuma igreja deveria exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. Esse sistema, considerado "separatista" pela Igreja Anglicana, ficou conhecido como Congregacionalismo.[45] Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja congregacional, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres. Por volta de 1570 ele publicou um manifesto intitulado As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo.[46] Em 1580 Robert Browne, um clérigo anglicano que se tornou separatista, junto com o leigo Robert Harrison, organizou em Norwich uma congregação cujo sistema era congregacionalista,[47] sendo um claro exemplo de igreja desse sistema.
Na Escócia, John Knox (1505-1572), que tinha estudado com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma Protestante em 1560, sendo estabelecido o Presbiterianismo. A primeira Igreja Presbiteriana, a Church of Scotland (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.[48]
Nos Países Baixos e na Escandinávia
Erasmo de Roterdão.
A Reforma nos Países Baixos, ao contrário de muitos outros países, não foi iniciado pelos governantes das Dezessete Províncias, mas sim por vários movimentos populares que, por sua vez, foram reforçados com a chegada dos protestantes refugiados de outras partes do continente. Enquanto o movimento Anabatista gozava de popularidade na região nas primeiras décadas da Reforma, o calvinismo, através da Igreja Reformada Holandesa, tornou a fé protestante dominante no país desde a década de 1560 em diante. No início de agosto de 1566, uma multidão de protestantes invadiu a Igreja de Hondschoote na Flandres (atualmente Norte da França) com a finalidade de destruir as imagens católicas,[49][50][51] esse incidente provocou outros semelhantes nas províncias do norte e sul, até Beeldenstorm, em que calvinistas invadiram igrejas e outros edifícios católicos para destruir estátuas e imagens de santos em toda a Holanda, pois de acordo com os calvinistas, estas estátuas representavam culto de ídolos. Duras perseguições aos protestantes pelo governo espanhol de Felipe II contribuíram para um desejo de independência nas províncias, o que levou à Guerra dos Oitenta Anos e eventualmente, a separação da zona protestante (atual Holanda, ao norte) da zona católica (atual Bélgica, ao sul).[48]
Teve grande importância durante a Reforma um teólogo holandês: Erasmo de Roterdã. No auge de sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido nas discussões sobre a Reforma. Inicialmente, Erasmo se simpatizou com os principais pontos da crítica de Lutero, descrevendo-o como "uma poderosa trombeta da verdade do evangelho" e admitindo que, "É claro que muitas das reformas que Lutero pede são urgentemente necessárias.".[52] Lutero e Erasmo demonstraram admiração mútua, porém Erasmo hesitou em apoiar Lutero devido a seu medo de mudanças na doutrina. Em seu Catecismo (intitulado Explicação do Credo Apostólico, de 1533), Erasmo tomou uma posição contrária a Lutero por aceitar o ensinamento da "Sagrada Tradição" não escrita como válida fonte de inspiração além da Bíblia, por aceitar no cânon bíblico os livros deuterocanônicos e por reconhecer os sete sacramentos.[53] Estas e outras discordâncias, como por exemplo, o tema do Livre arbítrio fizeram com que Lutero e Erasmo se tornassem opositores.
Catedral luterana em Helsinque, Finlândia.
Na Dinamarca, a difusão das idéias de Lutero deveu-se a Hans Tausen. Em 1536 [54] na Dieta de Copenhaga, o rei Cristiano III aboliu a autoridade dos bispos católicos, tendo sido confiscados os bens das igrejas e dos mosteiros. O rei atribuiu a Johann Bugenhagen, discípulo de Lutero, a responsabilidade de organizar uma Igreja Luterana nacional.[55] A Reforma na Noruega e na Islândia foi uma conseqüência da dominação da Dinamarca sobre estes territórios; assim, logo em 1537 ela foi introduzida na Noruega e entre 1541 e 1550 [54] na Islândia, tendo assumido neste último território características violentas.
Na Suécia, o movimento reformista foi liderado pelos irmãos Olaus Petri e Laurentius Petri. Teve o apoio do rei Gustavo I Vasa,[56] que rompeu com Roma em 1525, na Dieta de Vasteras. O luteranismo, então, penetrou neste país estabelecendo-se em 1527.[54] Em 1593, a Igreja sueca adotou a Confissão de Augsburgo. Na Finlândia, as igrejas faziam parte da Igreja sueca até o início do século XIX, quando foi formada uma igreja nacional independente, a Igreja Evangélica Luterana da Finlândia.
Em outras partes da Europa
Na Hungria, a disseminação do protestantismo foi auxiliada pela minoria étnica alemã, que podia traduzir os escritos de Lutero. Enquanto o Luteranismo ganhou uma posição entre a população de língua alemã, o Calvinismo se tornou amplamente popular entre a etnia húngara.[57] Provavelmente, os protestantes chegaram a ser maioria na Hungria até o final do século XVI, mas os esforços da Contra-Reforma no século XVII levaram uma maioria do reino de volta ao catolicismo romano.[58]
Fortemente perseguida, a Reforma praticamente não penetrou em Portugal e Espanha. Ainda assim, uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu em 1557 numa das ilhas da Baía de Guanabara, localizada no Brasil, então colônia de Portugal. Ainda que tenha durado pouco tempo, deixou como herança a Confissão de Fé da Guanabara.[59] Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Cristã Reformada (Igreja Protestante na Holanda) instalou-se no Brasil. Tinha ao conde Maurício de Nassau como seu membro mais ilustre. Esse período se encerrou com a guerra de Restauração portuguesa.[60] Na Espanha, as ideias reformadas influíram em dois monges católicos: Casiodoro de Reina, que fez a primeira tradução da Bíblia para o idioma espanhol, e Cipriano de Valera, que fez sua revisão,[61] originando a conhecida como Biblia Reina-Valera.[62]
Consequências
Contrarreforma
Ver artigo principal: Contrarreforma
Massacre de São Bartolomeu.
Imediatamente após o início da Reforma Protestante, a Igreja Católica Romana decidiu tomar medidas para frear o avanço da Reforma. Realizou-se, então, o Concílio de Trento (1545-1563),[63] que resultou no início da Contrarreforma ou Reforma Católica,[64] na qual os Jesuítas tiveram um papel importante.[65] A Inquisição e a censura exercida pela Igreja Romana foram igualmente determinantes para evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em Portugal, Espanha ou Itália, países católicos.[66]
O biógrafo de João Calvino, o francês Bernard Cottret, escreveu: "Com o Concílio de Trento (1545-1563)… trata-se da racionalização e reforma da vida do clero. A Reforma Protestante é para ser entendida num sentido mais extenso: ela denomina a exortação ao regresso aos valores cristãos de cada "indivíduo"". Segundo Bernard Cottret, "A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia da salvação. A salvação, no Cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade",[67] diferente da pregação romana que defende a salvação na igreja.[68]
O principal acontecimento da contra-reforma foi o Massacre da noite de São Bartolomeu. As matanças, organizadas pela casa real francesa, começaram em 24 de Agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando entre 70.000 e 100.000 protestantes franceses (chamados huguenotes).[69]
Protestantismo
Ver artigo principal: Protestantismo
Um dos pontos de destaque da reforma é o fato de ela ter possibilitado um maior acesso à Bíblia, graças às traduções feitas por vários reformadores (entre eles o próprio Lutero) a partir do latim para as línguas nacionais.[70] Tal liberdade fez com que fossem criados diversos grupos independentes, conhecidos como denominações. Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, surgiram diversos grupos, destacando o Luteranismo e as Igrejas Reformadas ou calvinistas (Presbiterianismo e Congregacionalismo). Nos séculos seguintes, surgiram outras denominações com destaque para os Batistas e os Metodistas.

Evangelista Valdir Davalos